Fibromialgia: será que eu tenho?

17 de novembro de 2021

Já ouviu falar em fibromialgia? Muita gente não sabe que esse distúrbio, caracterizado pela dor musculoesquelética crônica e generalizada, é bem comum! A fibromialgia é uma síndrome que amplifica as sensações dolorosas do corpo e os seus casos são mais comuns em mulheres com idade entre 35 e 50 anos, e interferem bastante no dia a dia dos pacientes que têm a doença.

Tem dúvidas se você sofre com a fibromialgia? Reconheceu alguém querido nessa descrição de pessoas com a doença? Veja se é o caso!

Conheça os sintomas e as causas da fibromialgia
Os principais sintomas costumam ser as dores generalizadas pelo corpo, que geralmente duram mais de três meses, associadas à fadiga muscular, cansaço, alterações de memória, distúrbios de sono (como insônia e sono não reparador), dificuldades de manter a atenção, ansiedade, disfunções intestinais e depressão. Além disso, um outro sintoma é o aumento da sensibilidade da pele ao toque e à compressão da musculatura por terceiros.

Segundo uma publicação do Estado de São Paulo em 2020, mais de 4 milhões de pessoas sofrem com a doença no Brasil e as causas que levam ao desenvolvimento da síndrome podem ser muitas, podendo surgir em decorrência de um trauma físico, psicológico ou até mesmo de infecções graves. Um artigo publicado pela Sociedade Brasileira de Reumatologia chama atenção para o fato de que os  pacientes com fibromialgia são mais sensíveis à dor, é como se o cérebro dessas pessoas estivesse com o sistema nervoso sempre “em alerta”, ativo para responder com grande intensidade a cada estímulo doloroso.

Antigamente, muito se discutia a respeito da dor ser real ou não. Atualmente, graças à tecnologia e à pesquisa, é possível observar a ocorrência de atividade cerebral indicando  a existência de estímulos dolorosos, mesmo sem nenhum indício de lesões pelo corpo que pudessem explicar a dor . Esse entendimento permitiu a conclusão de que essa dor crônica é decorrente da ativação crônica do sistema nervoso que interfere no sono, no funcionamento intestinal e muito mais.

Fibromialgia, saúde mental e diagnóstico
O mesmo artigo citado anteriormente, publicado pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, aponta que a depressão está presente em 50% dos casos de fibromialgia – afinal, esse mal-estar generalizado e de longo prazo pode afetar a saúde psicológica e emocional das pessoas. Os pesquisadores ainda discutem que a fibromialgia e a depressão são doenças que compartilham os mecanismos de desenvolvimento patológicos, ou sejam, sofrem alterações em redes neuronais semelhantes, e por isso é tão frequente que apareçam juntas no mesmo indivíduo.

É muito comum que o tratamento das dores crônicas decorrentes da fibromialgia esteja atrelado ao tratamento da depressão e também da ansiedade, porque além de tudo, esses transtornos pioram o cansaço, dificultam ainda mais o sono e diminuem a disposição para a prática de atividades físicas – passo importante no tratamento da fibromialgia. De qualquer forma, o diagnóstico deverá ser feito sempre por um profissional especializado e, se você sentir algum dos sintomas citados anteriormente, procure orientação médica.

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